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Redução de imposto na gasolina e no etanol até 9 de outubro

Mão segurando o recibo de abastecimento do posto de gasolina, com a bomba desfocada ao fundo, verificando a redução de imposto na gasolina e no etanol

A redução de imposto na gasolina e no etanol começou a valer em 10 de setembro de 2026 e vale só até 9 de outubro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, em 9 de setembro, um decreto que reduz em R$0,63 por litro os tributos federais sobre a gasolina e zera esses tributos sobre o etanol hidratado, uma redução de R$0,19 por litro no biocombustível. Os tributos em questão são o PIS/Pasep e a Cofins, cobrados pela União na venda de combustíveis para financiar a Seguridade Social.

O detalhe que muda o cálculo de quem depende do carro para trabalhar é o prazo: o imposto da gasolina até outubro segue reduzido, mas passada essa janela a tributação volta ao patamar anterior, a não ser que o governo decida prorrogar a medida, o que nenhuma fonte oficial confirma até agora.

A medida substitui um desconto anterior de R$0,44 por litro, que valia só para a gasolina e expirava no mesmo dia em que o novo decreto foi assinado. A justificativa do governo é a volta do petróleo Brent à faixa de US$100 o barril, puxada pela guerra no Oriente Médio, o que pressiona o preço dos combustíveis importados e refinados no Brasil. É a mesma pressão internacional que, do lado do câmbio, tem empurrado o dólar para cima e ameaçando encarecer o combustível por outra via: agora é o corte de imposto que puxa o preço para baixo, mas por prazo curto.

O que a redução de imposto na gasolina e no etanol muda no seu abastecimento

Com os tributos federais reduzidos, a gasolina passa a carregar R$0,16 por litro de PIS/Pasep e Cofins, em vez do valor anterior. Na prática, isso tende a aparecer como um desconto no preço final na bomba, embora o repasse completo dependa de cada distribuidora e de cada posto: o decreto reduz o que é cobrado das empresas, não fixa um preço obrigatório ao consumidor.

Para quem enche o tanque algumas vezes por mês, seja para ir ao trabalho, seja fazendo bico como motorista de aplicativo, o efeito prático é um gasto mensal com combustível um pouco menor enquanto a medida durar. Num tanque de 40 litros de gasolina, por exemplo, o corte de R$0,63 por litro representa até R$25,20 a menos, se o desconto for repassado integralmente. É pouco para mudar o mês sozinho, mas conta na hora de fechar a conta do que sobra depois das despesas fixas.

O ponto que pede atenção é justamente não tratar esse alívio como parte fixa do orçamento. Como o corte tem data para acabar, em 9 de outubro, ele funciona melhor como uma folga pontual, algo que sobra este mês, do que como um novo patamar de gasto com transporte. Quem já organiza o próprio orçamento sabe que contar com um desconto temporário como se fosse permanente é o tipo de erro que aperta o mês seguinte, quando o valor volta a subir sem aviso claro.

O etanol segue a mesma lógica, com a vantagem de que a redução ali foi maior proporcionalmente: os tributos federais foram zerados, não apenas reduzidos. Isso pode reabrir, por algumas semanas, a conta que todo motorista flex faz no posto: vale mais gasolina ou etanol. A resposta depende do preço de cada combustível na cidade, mas o corte total de imposto no etanol empurra a vantagem um pouco mais a favor dele enquanto a medida durar.

Vale aproveitar a janela para fazer uma conta simples: anote quanto você gastou com combustível no mês passado e compare com o valor deste mês. Se a diferença for pequena mesmo abastecendo a mesma quantidade, é sinal de que o posto não repassou o desconto integralmente, e vale pesquisar preço em mais de um lugar antes de encher o tanque de novo. Esse hábito de comparar continua valendo depois que a redução expirar, porque é o que garante que você não paga a mais só por comodidade.

Até quando vale e o que acompanhar

A redução tributária tem prazo certo: começou em 10 de setembro e termina em 9 de outubro de 2026, salvo prorrogação. Junto com ela veio um subsídio ao diesel do governo federal, de R$1,00 por litro para o diesel de uso rodoviário, mecanismo que pode ser ajustado ou até interrompido conforme a conjuntura, segundo o próprio texto da medida provisória.

Três pontos concretos valem acompanhamento nas próximas semanas:

  • 9 de outubro de 2026: data em que a redução expira. Sem prorrogação anunciada até lá, o imposto da gasolina e do etanol volta ao valor anterior, e o preço na bomba tende a refletir isso.
  • Cotação do petróleo Brent: a medida nasceu da alta do barril para perto de US$100. Se o preço internacional recuar antes de outubro, a pressão por prorrogar o desconto tende a diminuir.
  • Valor da subvenção ao diesel: hoje fixado em R$1,00 por litro, mas o próprio governo já avisou que pode mudar conforme a disponibilidade orçamentária, o que indica que todo o pacote de combustíveis segue sendo ajustado mês a mês.

O que ainda não se sabe é se o desconto será renovado depois de 9 de outubro. Também não há dado oficial sobre quanto do corte tributário chegou, de fato, ao preço final em cada posto, já que a redução incide sobre o que as distribuidoras pagam, não sobre o valor exibido na bomba.

Conteúdo educativo: este texto não é recomendação de investimento nem substitui orientação financeira individualizada. Avalie sua situação antes de qualquer decisão.

O dinheiro já sabe para onde vai. A questão é se foi você quem decidiu.

Kim Planeja

Dev de dia, aprendiz de finanças na vida real. Kim Planeja viveu por anos no ciclo do mês que vem e decidiu mudar isso — uma planilha, um hábito e um artigo de cada vez.